Adolescentes suspeitos de praticar estupro coletivo contra estudante em escola no MA são apreendidos
29/04/2026
(Foto: Reprodução) A polícia apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos do estupro coletivo em Alcântara. Os aparelhos serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Divulgação/Polícia Civil do Maranhão
Três dos quatro adolescentes investigados por um estupro coletivo contra uma estudante de 17 anos, dentro de uma escola estadual em Alcântara, foram apreendidos nessa terça-feira (28).
O crime aconteceu no último dia 13 de abril, mas só foi comunicado à polícia quatro dias depois, por meio de denúncia anônima. Segundo a Delegacia de Alcântara, a escola não informou o caso às autoridades nem acionou o Conselho Tutelar.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do MA em tempo real e de graça
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) informou que, durante a investigação, foram ouvidos a vítima, testemunhas, gestores e professores da escola, bem como os adolescentes suspeitos de participação no caso.
Imagens de câmeras de segurança da unidade também foram analisadas e ajudaram a esclarecer o crime. Além disso, a polícia apreendeu celulares dos adolescentes suspeitos. Os aparelhos serão submetidos à perícia para auxiliar no andamento das investigações.
Com base nas provas colhidas, a Polícia Civil pediu à Justiça a expedição de mandados de internação provisória contra os adolescentes.
O pedido foi aceito pela Justiça e cumprido nessa terça-feira. Os adolescentes apreendidos foram encaminhados para unidades dos órgãos competentes, onde permanecerão à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destaca que as investigações seguem em andamento, para elucidar completamente o caso e responsabilizar todos os envolvidos.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que todas as medidas cabíveis foram tomadas em relação ao caso, como acionar as instituições competentes.
Leia, abaixo, a nota na íntegra:
"A Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) segue prestando apoio à comunidade escolar do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, em Alcântara. Todas as medidas cabíveis foram tomadas, como o acionamento do Conselho Tutelar e demais instituições competentes.
Também estiveram entre as ações: o apoio técnico e jurídico à escola com orientações e protocolos iniciais; Plano de Intervenção visando minimizar os impactos na comunidade escolar: ajustes na rotina pedagógica, ações de valorização das boas práticas da escola; e planejamento pedagógico específico para os estudantes envolvidos, de modo à garantir o direito à educação para todos.
Além disso, vem sendo ofertado apoio técnico e jurídico à escola, que acompanham o caso, com orientações e protocolos iniciais. Assim como a Escuta Protegida dos adolescentes, familiares e comunidade escolar, por meio da equipe socioemocional da Seduc".
Entenda o caso
Caso aconteceu dentro de uma escola estadual em Alcântara (MA)
Reprodução/TV Mirante
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) investiga um ato análogo à estupro coletivo praticado por quatro adolescentes contra uma estudante de 17 anos dentro de uma escola estadual em Alcântara, cidade a 30 km de São Luís, na última segunda-feira (13). O Ministério Público do Estado também acompanha o caso.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado pela vítima, ela foi abordada por quatro colegas da escola e um deles a ofereceu R$ 100 para que ela tivesse relações sexuais com outro estudante.
Ainda segundo a vítima, ao recusar a proposta, um dos estudantes ameaçou a adolescente de fazer uma denúncia ao diretor da escola sobre ela estar usando celular na escola, o que é proibido na unidade.
A vítima contou que foi levada para uma sala da escola e um dos adolescentes teria praticado o estupro. Um outro adolescente filmou toda a ação com o próprio celular e os outros dois ficaram segurando a porta, do lado de fora da sala.
A Delegacia de Alcântara informou que, inicialmente, a escola não comunicou o caso e nem acionou o Conselho Tutelar e que somente no dia 17 de abril, quatro dias após o caso, uma denúncia anônima foi feita à polícia.
O Conselho Tutelar foi acionado e a adolescente e a mãe dela prestaram depoimento.
A estudante realizou exame de corpo de delito em São Luís no último dia 22 de abril. O laudo deve ajudar a esclarecer a participação de cada suspeito no crime.
Segundo a irmã da vítima, que preferiu não ser identificada, houve negligência por parte da direção do Centro Educa Mais Aquiles Batista Vieira, onde o caso foi registrado.
“Creio que, se dependesse da diretoria, a gente não teria descoberto. Nem por ela também, pela minha irmã, porque ela conta que foi ameaçada... Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer. Minha irmã é menor de idade e tem problemas”, diz a mulher.