Jovens são agredidos após ensaio de grupo cultural em Monção; entidades apontam racismo e LGBTfobia

  • 03/04/2025
(Foto: Reprodução)
Agressões aconteceram durante um ensaio do grupo de dança indígena 'Guerreiros de Kamacaoca', em que as vítimas fazem parte. O caso será investigado pela Polícia Civil. Entidades de proteção acompanham denúncia de racismo e homofobia em Monção Três integrantes de um grupo cultural alegam que sofreram agressões físicas e foram ameaçados no Ginásio Municipal de Monção, cidade a 244 km de São Luís. Entidades de direitos humanos do Maranhão apontam que os jovens podem ter sido vítimas de racismo e LGBTfobia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maranhão no WhatsApp O caso aconteceu durante um ensaio do grupo de dança indígena 'Guerreiros de Kamacaoca', em que eles fazem parte. Um homem e o filho dele chegaram no local exigindo que os jovens saíssem para que pudessem jogar futebol na quadra. Um dos jovens relatou que as agressões começaram quando eles estavam saindo da quadra. Ele foi empurrados pelos suspeitos e ao revidar, foi atingido. Outros dois amigos da vítima, ao tentarem impedir as agressões, também foram agredidos. “Quando eu estava saindo da quadra, ele me empurra com a mão nos meus peitos. E isso eu revido a ele. Quando eu revido, eles tornam me dar um soco no meu rosto. E quanto eles tão me soltando, o filho dele vem e acerta uma voadora nos meus peitos. Quando eles me chutavam me chamavam de preto, veado e outras coisas”, disse uma das vítimas. Vítimas foram agredidas em Monção Reprodução/TV Mirante Após terem sido agredidos, os jovens foram buscar atendimento médico no Hospital Municipal de Monção. Ao chegaram ao local, as vítimas relataram que os agressores chegaram logo após na unidade hospitalar e teriam sido atendidos primeiro que eles. A mesma situação também teria acontecido na delegacia da cidade, o que gerou revolta. “Nós chegamos primeiro do que eles, já estávamos na vez e eles chegaram, simplesmente, entraram e passaram metade da tarde. Simplesmente, quando eles saíram, alegaram que o sistema estava fora do ar”, alegou uma das vítimas. Autoridades pedem providências A situação gerou uma grande repercussão na cidade. O grupo 'Guerreiros de Kamacaoca', no qual as vítimas fazem parte, se manifestou sobre o caso pedindo justiça. Revoltados com a falta de assistência, o grupo procurou o apoio de entidades de direitos humanos em São Luís. O caso foi registrado na Delegacia de Combate à Crimes Raciais e os jovens serão assistidos pela Defensoria Pública do Maranhão (DPE-MA). Caso será investigado pela Polícia Civil do Maranhão Reprodução/TV Mirante O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) divulgou uma nota de repúdio onde classificou o ato como "violência racista e homofóbica" (veja a nota na íntegra mais abaixo). O caso será investigado pela Polícia Civil do Maranhão. Até o momento, ninguém foi intimado ou preso. Nota na íntegra do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) “O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) vem a público manifestar seu mais profundo repúdio ao ato de violência racista e homofóbica cometido contra três jovens no município de Monção (MA), na última segunda-feira, 31 de março de 2025. As agressões ocorreram no Ginásio Municipal da cidade, durante um ensaio do grupo de dança do qual os jovens fazem parte, e foram praticadas por um grupo de homens que, além de insultos de cunho discriminatório, partiram para a violência física de forma brutal e covarde. É inaceitável que em pleno século XXI, jovens — alguns pertencentes a comunidades tradicionais quilombolas e quebradeiras de coco — ainda sejam alvo de ódio racial, homofobia e violência institucional, sendo agredidos por ocuparem um espaço público destinado à cultura, ao lazer e à livre expressão de suas identidades. Reforçamos que manifestações artísticas e culturais são formas legítimas de resistência, identidade e pertencimento, e devem ser protegidas e incentivadas, especialmente entre a juventude negra e periférica. Denunciamos, ainda, a negligência das instituições locais de saúde e segurança pública, que falharam em acolher adequadamente os jovens após o ocorrido. A omissão no atendimento médico e o constrangimento vivido na delegacia, onde os agressores foram priorizados, agravam ainda mais a violação de direitos que estas vítimas vêm enfrentando. O MIQCB reafirma seu compromisso com a luta contra o racismo, a LGBTfobia, a violência institucional e toda forma de opressão que atinge nossos jovens, nossos territórios e nossas comunidades. Exigimos das autoridades competentes a imediata responsabilização dos agressores, bem como medidas de proteção e reparação às vítimas”.

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2025/04/03/jovens-sao-agredidos-apos-ensaio-de-grupo-cultural-em-moncao-entidades-apontam-racismo-e-lgbtfobia.ghtml


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